Arquivo do mês: junho 2010

14 – A Teoria do Abraço

Abraços de braços abertos expansivos; a todos abarcam.
Abraços de braços fortes, suaves protetores.
Abraços de meio corpo ou de corpo inteiro.
Abraços de amigos, irmãos, pais, amores…
Abraços que ficam só na vontade, desejo ou pela metade.
Abraços que levantam a gente no ar.
Criaturas que abraçam com o olhar.
Humanos que abraçam com palavras.
Seres que abraçam com tudo isso e algo mais.

Abraços e há braços.
“Eu quero abraçar com tudo.”

Para Ka
G.Brandao

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13 – Balada para um Amigo de Boas Palavras

“Eu cantaria uma canção nova
Para te fazer sorrir.
Eu embalaria ao som de uma flauta
Teu cansaço, para te ver dormir.
Eu escreveria versos diversos
Para atiçar o teu sonhar.
Eu desenharia as mais belas artes
E tentaria em cada uma delas
Captar o teu olhar.
Embora, cante, toque, escreva e desenhe jamais conseguirei expressar o que sinto em tê-lo junto a mim.
Quedo-me em palavras insuficientes e distantes a emoção de estar longe do toque e perto do teu coração.”

Para Ayoria
G.Brandão

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12 – Do águar e solar do dia, do brilhar e águar da noite

Depois de três dias cinzentos, molhados e frios, um dia de sol pleno.
Seguindo esse dia pleno, uma noite com o crescer da Lua.

Pela janela, via o cinza e o molhar do dia e mesmo dentro de casa, sentia o frio.
Ando pela rua, banhada pelo sol quente, abro um sorriso feliz e penso em como é bom amar e estar contente.
Olharei a noite e cada vez mais crescente, a Lua brilhará e se fará presente.

Tentando escrever prosa, rascunhei poesia.
E ao passar a limpo, não houve jeito, nasceu o poema.
Para minha surpresa, ele continua: sussurando, inspirando, encantando…
Piscou e tão cedo vai partir.

Tudo bem, vem Amor.

Eu estou aqui.

Para…
G.Brandão

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11 – Gigante

Eu lembro.

Do gigante que me fazia voar.
Do brinquedo aos pés da cama, acreditando que outro “papai” havia deixado aquele presente ali.
Do ar sisudo ao examinar minhas primeiras letras e do riso solto enquanto lia uma revista em quadrinhos.
Do belo rosto moreno e dos grandes olhos negros.
Do carinho de sua mão e da dor da palmada.
Do cantar uma cançãozinha boba só para a gente dançar junto.
Do almoço e do jantar, ele sentado na cabeceira da mesa.
Eu sempre lembrarei.

Faz muito tempo que o gigante fechou os olhos e voltou a abrí-los em outro patamar.
Lá, ele caminha observando crianças aladas, lembrando de outras que cá na Terra, continuam a andar.
Seus pequenos gigantes.

Te Amo, Pai.

Para o Sr. José (in aeterna memorian)
G.Brandão

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10 – Divindade

Lembro do desespero, da tristeza e da solidão.
Lembro de cair e não mais querer levantar.
Lembro do sentimento de derrota que me cercava; pensei que não iria aguentar, que iria morrer. Eu quis morrer.
Perguntei por que logo eu, logo comigo e porque o Universo me maltratava daquela maneira.
Passei dias no escuro, me recusando a sair da cama, a abrir a janela, a encarar o Mundo.
Culpei os outros, desprezei a Vida, abandonei a Fé, as orações, os rituais.
Chinguei tudo e todos.
Chorei com dó de mim, até não poder mais.
Larguei meus dons.
Desanimei tanto que havia decidido viver por viver; nada me alegraria, nada me entristeceria.
Fechei lábios, coração e quarto.
Neles, só silêncio e escuridão…

Então o desespero foi dissipando e fui levantando.
Na cerca da derrota, começaram a aparecer alguns buracos.
Descobri que mesmo triste e sem querer muito, eu poderia viver um dia de cada vez.
Parei de questionar o Universo e procurei a lição que estava sendo ensinada, ainda que no momento, amarga.
Abri a janela, arrumei a cama, comecei encarando e limpando o meu mundo.
Tirei a culpa dos outros e assumi a responsabilidade por meu destino.
Pedi perdão a tudo e a todos.
Perdoei a mim.
E a Vida, em sua infinita generosidade, trouxe novas oportunidades.
Seres – entes queridos – nela já contidos, me sustentaram durante o doloroso período; novos seres, por ela trazidos, tornaram-se entes queridos e mostraram-me novas possibilidades.
E entre essas novas possibilidades o despertar de dons há muito adormecidos.
Entre eles, o dom do Amor.
Amor esse que expandiu e fez com que eu voltasse a me amar.
E com esse sentimento, retornasse à Fé, às orações e aos rituais.
Meus lábios abrem-se em mil sorrisos, meu coração bate feliz e meu quarto é abrigo de luz e de todos os elementos abençoados, inclusive da Divindade que o habita.
Que aliás, nunca o deixou, nunca me deixou.
Mesmo em meu pior momento, sempre cá esteve.
O Amor está aqui.

Para Gaby
G.Brandão

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9 – Delere

Esqueça
Aquilo que você não aprecia em mim.
Minhas mentiras
Minha falta de beleza fisíca
Minha inconsequência
Minha pouca inteligência analitíca.

Desconsidere
A companhia
O livro emprestado
Bons momentos compartilhados
E toda a Alegria.

Rasgue
A folha do poema
A embalagem do chocolate
Os pássaros de papel
As fotografias.

Ignore
Minhas verdades
Minhas desculpas
Meus talentos e sonhos
E minhas vaidades.

Mas não delete
Minha imagem amiga
Nossa Amizade
Não me exclua
Da sua Vida.

Para…
G.Brandão

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8 – Veritatis Splendor

“Quem tem Verdade tem Valor.
Quem tem Valor tem Liberdade.
Quem tem Liberdade tem Escolha.
Quem tem Escolha tem Paciência.
Quem tem Paciência tem Bom Senso.
Quem tem Bom Senso tem Perdão.
Quem doa o Perdão Ama.
Quem Ama é Amor.
E Amor faz o Mundo girar…”

Para…
G.Brandão

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